As dietas baixas em hidratos de carbono como forma de perder gordura

Ao ser reduzido o consumo de hidratos de carbono o corpo começará a queimar gordura e os resultados são rapidamente visíveis quer no espelho quer na balança.
24.05.2016

Antes de avançarmos vamos definir dieta. A palavra “dieta” vem do grego e significa estilo de vida. Quando fazemos dieta tem de ser para sempre. Mudamos o nosso estilo de vida. Temos necessidade educar o nosso corpo. Fazer com que este aprenda a usar a gordura como fonte de energia. Devemos que ser rigorosos. Mudar o estilo de vida para sempre.

A dieta que propomos é de baixos hidratos de carbono. No entanto, quando reduzimos o consumo de hidratos podemos sentir fraqueza, tonturas nos primeiros dias, mas não devemos desistir. Nessa fase estamos a obrigar o corpo a aprender a usar a gordura corporal. Devemos tentar sempre exceto após o treino manter os níveis de insulina muito baixos. O estimulo à produção de insulina é feito pela glicose que aparece na corrente sanguínea. Quase todos os hidratos dão origem a glicose, dito de forma simplificada. Os que não dão origem a glicose são os que se transformam quase diretamente em gordura, o caso da frutose, o açúcar da fruta. Ou seja, os hidratos estimulam a produção de insulina, a hormona responsável pela acumulação de gordura.

As dietas reduzidas em hidratos de carbono constituem uma estratégia adequada para quem deseja perder gordura. As mesmas têm demonstrado ser mais eficazes do que as dietas baseadas unicamente na redução de calorias. Ao ser reduzido o consumo de hidratos de carbono o corpo começará a queimar gordura e os resultados são rapidamente visíveis quer no espelho quer na balança. Quando usada corretamente uma dieta pobre em hidratos de carbono apresenta-se como uma alternativa mais saudável às dietas radicais e pouco saudáveis que prometem percas de peso irrealista e que, embora funcionem a curto prazo, nada mais fazem que o fazer temporalmente e danificar o metabolismo.

Apesar de termos aumentado substancialmente o consumo de hidratos na nossa alimentação, o corpo humano, no entanto, não mudou muito desde a Idade da Pedra. O Homem ainda continua geneticamente adaptado ao tipo de alimentação daquela época, e nesses tempos não ingeria tantos hidratos de carbono, porque não havia, como é óbvio, tanta disponibilidade. Com a descoberta da agricultura alimentos como o pão, massas e batatas – os chamados hidratos de carbono complexos- começaram a fazer parte da mesa. Mais tarde com o desenvolvimento da Industria, novos produtos foram criados – os hidratos de carbono refinados – que desde há décadas enchem as prateleiras dos supermercados e que são em grande parte os responsáveis pela epidemia de obesidade e problemas de saúde atuais.

No geral, exceto no caso dos desportistas, devido aos trabalhos sedentários não necessitamos consumir tanta energia. O corpo não tem tempo de queimar as calorias que sobejam, e como consequência, toda essa energia vinda dos hidratos tendencialmente acumula-se como gordura.

Os hidratos de carbono, juntamente com a gordura e a proteína, são os principais fornecedores de energia do corpo. Destes três fornecedores de energia, o corpo primeiro, por esta ordem, vai queimar os hidratos, depois a gordura e finalmente a proteína. Quando o corpo recebe muitos hidratos, irá armazenar o excesso como gordura. Se ingere muitos hidratos em todas as refeições, isso fará com que o corpo disponha sempre de energia imediata, sem nunca ter a oportunidade de queimar a gordura que tem a mais, logo iniciando um processo recorrente em que o individuo cada vez terá mais gordura corporal.

Na dieta baixa em hidratos de carbono, o objetivo é eliminar os hidratos refinados e controlar os hidratos de carbono bons. Não se trata de eliminá-los mas ingerir o suficiente para perder peso e manter-se saudável.

Alguns conselhos para seguir uma dieta baixa em hidratos de carbono:

  • Evite ingerir hidratos de carbono à noite. Opte por ingerir alimentos ricos em proteínas, como carne magra, peixe, ovos com mais claras que gemas, tudo acompanhado de legumes cozidos ou saladas;
  • Evite os cereais do pequeno-almoço, pois a maioria dos cereais estão cheios de açúcar. Substitua o pão branco pelo pão integral e inclua um produto proteico no pequeno almoço. Além do leite magro, queijos ou fiambres são boas opções, experimente o ovo cozido que não contém hidratos e ajuda a saciar por mais tempo;
  • Coma poucas vezes e nunca entre refeições. Desta maneira o corpo não estará constantemente a segregar insulina que poderia estimular o apetite;
  • Reduza os acompanhamentos dos pratos, tais como massas, puré de batata, batatas ou arroz e grãos a pequenas porções e incorpore mais legumes cozidos e saladas às refeições. Estes devem ocupar o espaço maior do seu prato;
  • Cozinhe, em vez de comprar alimentos pré-cozinhados e fast-food. Se dispõe de pouco tempo as verduras congeladas ou em conserva ou as saladas preparadas são uma grande ajuda.

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José Quinta
www.bodyperfect.pt


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